Mostrando postagens com marcador In Wonderland. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador In Wonderland. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de setembro de 2011

In Wonderland

Como você reagiria em um chá com Alice e o Chapeleiro Maluco no País das Maravilhas? 
Uma pequena homenagem a um grande clássico de Lewis Carrol

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

In Wonderland (parte 2 - final)

Enquanto Alice me servia uma xícara de chá, cantarolando uma melodia desconhecida, o chapeleiro e o gato discutiam algo relacionado ao clima e aos castores construtores de pontes.
- Como está o seu chá? – de repente o chapeleiro me perguntou, talvez se lembrando que eu continuava ali assustada com toda aquela situação bizarra, provei aquele líquido vermelho que estava na minha frente e sorri.
- Está uma delicia – me animei, o chá tinha um gosto de menta e framboesa, que apesar de ser algo bizarro, nada comparado a aquela situação toda, era muito bom.
- Oh, que beleza, temos que comemorar – o coelho branco que havia me acordado girou um relógio de bolso entre os dedos e o guardou, o chapeleiro maluco e outro coelho que se encontrava presente gritaram e todos na mesa se levantaram, inclusive eu, só que na base do susto. 
Alguns pássaros subiram em cima da mesa, fiquei pasma ao ver alguns Dodôs me cumprimentando, outros bichinhos ficaram em torno da gigantesca mesa e os camundongos se alojaram nas xícaras vazias. Quando pensei que não dava para ficar mais estranho, eis que todos começaram a dançar e uma melodia surgiu do nada. Pássaros e borboletas começaram a bailar no ar, os camundongos fizeram das xícaras um parque de diversões, e os que estavam em volta da mesa começaram a rodopiar e fizeram uma imensa ciranda, Alice e o chapeleiro me puxaram pelos braços e eu acabei entrando na dança. Começaram a cantar uma musiquinha que grudava na cabeça feito chiclete, era mais ou menos assim:
“Chá, amamos chá,
encha mais uma xícara
e mande logo para cá,
Chá, amamos chá,
rodopie e gire,
vamos todos dançar e comemorar,
Chá, amamos chá,
todos aqui reunidos
para festejar
o maravilhoso chá...” 
Parei de dançar e continuei a cantando a música que acabei aprendendo de tanto que era repetitiva e grudenta. Depois de algum tempo parecia que eu era amiga de longa data de todos os presentes.
Quando eu pensei que todos estavam parando, eles pegaram suas xícaras que estavam em cima da mesa, e começaram a dançar novamente, só que dessa vez indo em direção a floresta e derramando chá por todo o caminho, eu apenas os acompanhava rodopiando. Dançamos até o anoitecer. 
Enquanto rodopiava entre algumas árvores, acabei me perdendo naquela floresta escura, confesso que fiquei com medo, mas logo me deparei com um cogumelo em que estava uma lagarta azul com a metade do meu tamanho fumando Narguilé, o que eu achei bem estranho, mas o que não era estranho naquele lugar?
- Quem é você? – perguntei um pouco eufórica por causa da dança e da cantoria, me aproximei o máximo que podia da lagarta.
- Sou tudo e nada, mas agora isso não importa, chegou a hora de você voltar para casa, pequena criança – dizendo isso ela soltou uma baforada de fumaça no meu rosto, fiquei meio tonta e senti tudo ficar escuro. 
         Acordei na manhã seguinte deitada na minha cama e com o livro que eu estava lendo no dia anterior entre minhas mãos, sorri ao ver o título escrito na capa “Alice no país das Maravilhas”, tudo não tinha passado de um sonho, então eu vi que havia uma linda borboleta azul pousada na janela, foi ai que pensei que talvez não, que talvez Alice e o Chapeleiro Maluco e todos os outros fossem mais reais do que eu imaginava. 



P.S. Hey apples, bem, escrevi esse conto baseado só no chá de "Alice no País das Maravilhas" pois, não sei quanto a vocês, é uma das partes ou até mesmo a parte, que eu mais gosto no livro. Mas enfim, espero que tenham gostado. 
beijos ;*

sábado, 24 de setembro de 2011

In Wonderland (parte 1)


- Ei menina, acorde! – senti alguém me sacudir e abri os olhos, me deparei com um pequeno coelho branco com enormes olhos vermelhos olhando-me. 
- Ela acordou? – escutei  uma voz perguntando seguida de vários murmurinhos.
- Onde estou? – olhei ao redor e me deparei com várias árvores altas e de troncos grossos, o único lugar que havia luz era onde eu estava, o que conclui que aquilo era uma clareira no meio de uma floresta, percebi que estava sentada em uma cadeira de madeira de frente para uma enorme mesa que parecia estar posta para o chá.
- Você está aqui para o chá! – o coelho sorriu e se sentou, seguido por vários bicinhos que estavam presentes e só nesse momento eu havia notado-os ali, do meu lado, entretanto, se sentou uma garotinha loira. 
- Agora que estão todos conscientes podemos começar a tomar o chá – um senhorzinho baixinho com um enorme chapéu na cabeça disse andando em cima da mesa e se sentando ao meu lado e de frente para a garotinha loira. 
- Meu nome é Alice, e é um prazer te ter por aqui – a garotinha disse sorrindo, me fazendo sorrir também e apenas balançar a cabeça positivamente.
- Quanto quer de chá, uma xícara ou meia? – o senhor voltou a subir em cima da mesa e se pôs de frente à Alice.
 - Meia xícara – ela respondeu, ele apenas quebrou um pedaço da xícara, o que achei muito estranho, e fiquei ainda mais assustada quando o mesmo tirou uma chaleira de debaixo do chapéu.
- Que garota estranha – escutei um passarinho comentar com uma lontra enquanto mordiscava um pedaço de bolo.
- O que à criança, o gato comeu a sua língua? – o senhor do chapéu perguntou enquanto os outros conversavam entre si e deliciavam-se com seus chás e aperitivos.
- Chapeleiro, chapeleiro, tu está cada vez mais louco eu não como a língua de ninguém – um sorriso amarelo, parecendo a lua minguante respondeu, atrás do imenso sorriso apareceu um gato gordo e todo listrado deitado em um galho de árvore próximo a minha cabeça, o que conclui ser um gato de cheshire, ele rapidamente pulou em cima da mesa e se pois a me observar – Creio que a menina só esteja um pouco assustada com toda essa situação, não é mesmo?
- I-isso mesmo – respondi tentando sorrir, apesar de que aquele gato me assustava um pouquinho, talvez pelo fato que ele havia aparecido do nada, sei que devia ter me assustado com o fato dele falar, mas todos estavam falando, sempre acreditei que no fundo animais podiam falar, ou o lugar que era estranho mesmo, sei lá. 
(continua)


P.S. Hey peoples, como estão? Espero que estejam gostando desse chá diferente, o escrevi como pequena homenagem a Lewis Carrol Coloquei umas imagens do desenho e outras do filme, porque quando escrevi me basiei mais no desenho e no livro do que no filme.
Beijos ;*