sexta-feira, 22 de julho de 2011

"I write sins not tragedies..." (parte 1)


Primavera de 1866

            Entrei naquele baile com um sorriso falso no rosto, ao meu lado estava alguém que eu não amava, mas tinha que fingir o contrário. Percorri os olhos pelo salão, as luzes fortes faziam as cores das tulipas vermelhas, que estavam sendo usadas na decoração, ficarem ainda mais vivas. Apesar de tudo, sabia que naquela noite todos os meus sonhos e desejos mais sombrios, viriam à tona, aquele que era realmente o dono do meu coração, estaria aqui, e isso me dava medo e certo receio. 
   Matt, que estava agarrado ao meu braço, arrastou-me para a pista de dança, atravessando boa parte do salão, onde vários casais pareciam se divertir. A música era agitada, o que fez com que eu, mesmo não querendo, dançasse. Entre giros e rodopios, vi que do outro lado do salão, um jovem havia chegado sozinho, ao perceber quem era, meu coração disparou, senti uma súbita vontade de ir ao encontro dele e o beijar, mas reprimi tal sentimento e continuei dançando para não levantar suspeitas.
- Matt, não estou me sentindo muito bem, vou ir tomar um pouco de ar – disse andando em direção ao jardim, sem nem ao menos responde o “Quer que eu vá com você?” dele. 
            O jardim estava vazio, iluminado apenas pelas luzes que viam do salão, o vento frio me fez tremer e senti, logo em seguida, que alguém me abraçava. Mesmo com pouca claridade pude reconhecer quem era, e sorri, sentia que o meu coração fazia o mesmo.
- Acho que uma estrela acaba de se apagar no céu com vergonha do teu sorriso – ele disse antes de me beijar, por dias havia me esquecido de como era bom estar naqueles braços.
- Caleb, cuidado, se Matt nos ver juntos irá ter um ataque de ciúmes – disse olhando ao redor para certificar que ninguém havia nos visto juntos.
- Alice, aquele seu marido é um idiota – ele disse se afastando – Você nem gosta realmente dele, a sua vida é trágica... A sua vida é uma mentira.
- Você pode até dizer que é trágica e mentirosa, mas a culpa não é minha, meu casamento com o Matt foi arranjado e disso você sabe muito bem.
- Mas você poderia ter recusado e fugido comigo.
- Meu pai iria atrás de nós, nem que fosse no inferno – eu disse me aproximando dele – Ele colocaria sua cabeça a prêmio, eu não podia te perder assim – puxei o seu rosto para perto do meu e o encarei – Eu te amo eternamente, te amo até o dia que o Sol parar de brilhar.
- Como poderia acreditar no que você diz, quando tudo o que faz é uma farsa?
- Pois não sou eu que estou dizendo é o meu coração. 
(continua)



P.S. Hey morangos, essa é uma short fic que eu escrevi enquanto ouvia "I Write sins not tragedies" do Panic! At the disco, usei o nome da música como título, e como ficou meio grandinha dividi em duas partes, espero que gostem xD
Beijos ;*


           

5 comentários:

larissa disse...

Adoro histórias de amor impossíveis. Gosto de um certo drama, para um suposto final feliz. E já me encantei com esse primeiro capítulo.

Um beijo.

Marii disse...

ameeei muito o post ; *-* diz tudo que eu precisava ouvir ;

Érika disse...

Gosto demais das tuas fics, elas prendem nós leitores de tal forma, que enquanto não lermos até o fim do post não conseguimos parar de ler, rs. Parabéns por seu talento! Deus te abençoe.
Érika.

Depois dos quinzes disse...

Nossa colega, voce esta de parabens , seu blog é incrivel e eu amei a historia , mas acho que ela deveria ter fugido com ele, porque no amor vale tudo ainda mais pra ser feliz ao lado de quem ama *-*
Estou seguindo seu blog , segue o meu por favor e de uma conferida pra ver se esta bom ?! *-*
www.depoisdosquinzeanos.blogspot.com

Obg e beijos *-*

Drizana Ribeiro disse...

Casamento arranjadooo, isso sim é trágicooo !
Espero ver um reviravolta nessa história!
Alice e Caleb são "O CASAL" porque o amor verdadeiro sempre é mais emocionante!
bjs, Drii