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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A lá fim do mundo

Todos dias ao ir para a faculdade eu vou com o meu pai, na volta, muitas vezes preciso ir para o Veiga (aula de som, luz e palhaçaria teatral) e vou de ônibus. A maioria das pessoas que eu conheço na faculdade vão para a aula de ônibus. Agora imaginem a quantidade de gente que utiliza o transporte público por dia, são dimensões extremas, milhares de pessoas, num fluxo constante indo para lugares diferentes. E por que toda essa reflexão?
Hoje pela manhã começamos a perceber que o fluxo no trânsito estava bem maior que nos outros dias, e outra, não havia um ônibus na rua de milhares de linhas que existem em Goiânia, conclusão, motoristas de ônibus em greve, ou seja, o caos estava instalado.
Sempre levo o netbook para a faculdade, e hoje ao entrar no facebook os relatos das condições em que se estava os terminais era catastrófico, algo a lá fim do mundo,  as pessoas que esperaram insistentemente pelos ônibus, se depararam com poucos e ainda mais lotados. Qual foram a reação delas? Começaram a apedrejar os ônibus sem pensar nas outras pessoas que estavam dentro, a forma de violência era tanto que a polícia foi chamada. Em um dos terminais foram preciso de 3 viaturas para conter a "muvuca". Nesse instante podemos imaginar o caos que virou os terminais aqui de Goiânia, não temos metrô nem algo parecido e a quantidade de gente que utiliza o transporte coletivo é bem maior que a quantidade de ônibus que circulam. Ai, quando eles resolvem entrar de greve, as pessoas acabam se deixando levar pelo mal humor e pela revolta da espera, se deixam levar pelos instante, assim como animais.
Não digo que os motoristas estão errados por entrarem  de greve, acontece que toda vez que entram a passagem sobe de preço, e isso é ruim para nós que utilizamos desse transporte. 
O que mais me chocou nessa greve foi que, a poucos minutos fiquei sabendo que ocorreu tiroteiro contra ônibus da linha da minha faculdade, depois disso suspenderam todos os ônibus que passavam por ali. 
Todo mundo tem direito de exercer seus dirreitos, os motoristas estão exercendo o deles, se a passagem aumentar iremos exercer a nossa e manifestar contra, agora agir como selvagens igual essas pessoas estão agindo sou totalmente contra.


N\b: Hey jujubas como estão?
Precisava manifestar minha indignação sobre o que está acontecendo em Goiânia hoje, sinceramente e cada noticia que juro que é o fim do mundo kkkk 


sexta-feira, 22 de março de 2013

Heróis por opção



“Queríamos mudar o mundo,
Quem roubou nossa coragem?”
(Legião Urbana)


                Em um país onde a desigualdade, a corrupção, o individualismo e o comodismo dominam qualquer ato que “fuja” do que as pessoas estão acostumadas ou que seja visto como “algo” corajoso é considerado um “ato heróico”. Foi o que ocorreu com “Ayrton Senna” e com o “ministro Joaquim Barbosa”, mas ambos estavam apenas exercendo suas profissões como pessoas íntegras.
            Quando se pensa em “heróis” a primeira coisa que vem em mente são as histórias em quadrinhos, isso se tornou normal, que pessoa nunca foi fã de Batman, homem aranha, superman, dos integrantes da liga da justiça ou dos vingadores? Se todos eles fossem colocados no ponto de vista social e analisados, perceberiam que eles nunca ganharam dinheiro para salvar uma vida e nem por isso deixaram de salvá-la, era apenas solidariedade com o próximo.
            A solidariedade nos dias atuais é tão rara quanto “um herói nacional”, mas ainda existe.  As pessoas solidárias também podem ser consideradas heroínas diante daqueles que estão ajudando, como o motorista de ônibus que ajuda aquele passageiro cadeirante a embarcar ou quem faz doações a instituições que oferecem apoio a pessoas carentes. São os heróis por opção, praticantes da solidariedade, como foi retratada em uma propaganda antiga da “coca-cola” e na de Natal da “Unimed”.
            O Brasil não precisa de heróis, precisa é de pessoas solidárias, que deixem seu individualismo de lado e façam o bem para aqueles que necessitam, pois, ao invés da nação ficar “sentada” esperando um gesto heróico por parte de pessoas que recebem por aquilo que estão fazendo , ser por vontade própria e sem ganhar nada por isso, a esperança daqueles que precisam de alguma ajuda.



n/b: Hey jujubas como estão? Essa foi a minha redação da prova do vestibular do IFG, mas acredito que eles nem chegaram a ler rsrs'
Desculpem o tempo sem postar, estava com a vida meio corrida (estou no meio da aula de Leitura Crítica das Mídias).